ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DE MATO GROSSO DO SUL

Fundada em 13 de Maio de 1999 - Utilidade Pública Estadual - Lei nº 3.961 - CNPJ 03.615.617/0001-00

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PORQUE SOU MAÇOM

A todos que tiveram o privilégio e a oportunidade de trilhar o caminho da senda real, como eu tive, relacionando a analogia que faço a uma mensagem que vi nas redes sociais concluo que: a maturidade maçônica consiste em não pretender mudar os outros, e sim mudar a nós mesmos, pois é isso que a doutrina maçônica nos ensina. Precisamos praticar o aprimoramento moral em nossa caminhada evolutiva, pois o progresso permite o avanço material. Nós iniciados precisamos ficar atentos também com o nosso progresso mental e espiritual, pois todos são considerados livres e de bons costumes quando ainda não estávamos na Ordem, mas é preciso entender que a reforma moral se faz necessária, e depende de cada um fazê-la. Como nos ensina o trolhamento, devemos vencer as paixões, submeter a nossa vontade e fazer novos progressos na Maçonaria.
Uma pergunta para os demais maçons e até para os profanos, você que está lendo este texto agora já se fez este questionamento: Por que eu sou maçom? Primeiro o desejo tem que vir do coração. Eu sonhava desde pequenino em ser maçom, não era curiosidade, mas um desejo sincero, e a Maçonaria me acolheu através da apresentação feita pelo meu padrinho, que avaliou minha possibilidade em assimilar e desenvolver esta belíssima doutrina. Passei pelo crivo dos meus três sindicantes e dos irmãos que me aprovaram e depois me acolheram, me ensinaram sem reservas e sem dúvidas de que eu poderia ser mais um dos seus a comungar esta filosofia. Sem preconceitos, ela nada me pediu de material, senão as taxas de qualquer associação livre, mas incitou em mim a reforma interna através do contato com a taça sagrada, e do juramento que fiz sobre o Livro da Lei no dia de minha iniciação.
Incitou-me na busca de meu aprimoramento moral e espiritual enquanto construtor social, e me colocou de frente com as ferramentas que todos usam e são necessárias aos pedreiros livres para edificar seu próprio templo, mas me mostrou também o caminho correto que deveria doravante seguir. A Maçonaria não me prometeu salvação, uma vez que não é e nunca será uma religião, e também religião nenhuma tem poder para isso, mas me diz através dos rituais, normas e resoluções que tenho que trilhar o caminho com fé, tendo esperança em tudo que fizer de bom. Devemos também manter em nosso coração a semente da caridade, que é a grande elevação do homem iluminado, conforme vemos nos trechos do Livro da Lei que verbalizamos em todos os graus, neste maravilhoso REAA.
A Maçonaria tampouco me prometeu bens materiais ou recompensas, nem sucessos mágicos ou mirabolantes, nem as resoluções de problemas que enfrento, enfrentei ou que ainda poderei enfrentar. Ela nos dá as ferramentas para que possamos buscar em nós mesmos os meios de nossa própria evolução, guiados pelos ensinamentos contidos nos rituais empregados, na farta literatura disponível e no auxílio mútuo dos irmãos. A Maçonaria brasileira é eminentemente cristã, pois tem incorporada na sua liturgia o uso da Bíblia Sagrada, e como nos diz através de S. Paulo: ‘‘tudo lhe é permitido, porém nem tudo lhe convém’’;. Não nos proíbe de nada, somos os donos de nossos destinos, porém conscientes que somos os únicos responsáveis pelas nossas decisões. Mas é condição precípua acreditar num ente supremo que denominamos GADU, sem a qual não poderemos ser admitidos em seu seio.
Também a Maçonaria trata todos os assuntos com respeito, sem discriminação de cunho religioso, político, social e sexual, usando a coerência e a justiça, sem tabus ou preconceitos. Ela sempre vai ser ponderada e respeitosa com tudo e com todos, mesmo aqueles ignorantes que ao longo dos séculos a combatem por puro desconhecimento, medo ou ignorância. Não nos é permitido empunhar a bandeira da Maçonaria para pleitear um cargo público, porém enquanto cidadãos não podemos nos abster de pensar, opinar e sobretudo, da melhor forma, contribuir para o bem comum. O próximo, que também é nosso irmão, é sempre a nossa referência e objetivo.
Eu sou maçom porque não nos escondemos ou usamos a Maçonaria como escudo para justificar nossos preconceitos, nossos erros, nossas atitudes vis. Justamente o contrário, é preciso reconhecer e ter consciência das nossas fraquezas, e ter humildade em admitir nossas mazelas, para podermos evoluir, ainda que seja um pouco, nesta passagem terrena, pois devemos vencer as paixões e progredir.
Eu sou cristão e maçom, embora não necessite propalar aos quatro ventos quem sou, mas como sou e como conduzo minha vida nesta jornada na senda real, sendo exemplo pelas minhas ações e não pela minha oratória ou pela minha retórica. Porque para o mundo profano o julgamento de tudo que faço, de bom ou ruim, é creditado ou debitado à Maçonaria, por isso devemos rever nossos atos e decisões, não pelos outros, mas pela nossa própria consciência, que no fundo é nosso juiz.
Eu sou maçom e recomendo a todos os meus irmãos espalhados pelo orbe terrestre. “Tudo que falo eu antes penso, porém nem tudo que penso eu falo”, pois é função nossa soerguer e nunca rebaixar nossos semelhantes, que no fundo são os nossos irmãos, nos ensinou o Mestre dos mestres. Deixo uma mensagem final para reflexão: Um jovem estava querendo desafiar um sábio, numa pequenina aldeia da Ásia Central. Ao se defrontar com o sábio, ele questionou: “Mestre, qual é o segredo da felicidade?”. O mestre lhe disse: “O segredo da felicidade é nunca discutir com os idiotas”. Mas o jovem retrucou: “Eu não concordo com o que dizes, senhor”. O mestre prontamente lhe respondeu: “Você está coberto de razão”, e silenciou.

João Pedro Santana Pereira - Cadeira 10 da AMLMS

CONHECIMENTO: NÃO VIVA SEM ELE

O que é o conhecimento?
É o ato ou efeito de conhecer, ou seja, o ato de perceber ou de compreender por meio da razão ou da experiência. A pesquisa, qualquer que seja ela, traz conhecimentos. São vários os tipos de conhecimento, dentre eles: científico, empírico, teológico, filosófico, tácito, dentre outros. Passaremos a especificar alguns destes conhecimentos.
1)  Conhecimento Empírico
É uma expressão cujo significado reporta ao conhecimento adquirido através da observação, resultado do senso comum, baseado na experiência, sem necessidade de comprovação científica. As sociedades que valorizam os mais velhos, como por exemplo os japoneses, se utilizam da sabedoria adquirida com a “faculdade da vida” ou “experiência de vida” pelos idosos, respeitando-os e valorizando-os, fazendo amplo uso desses conhecimentos.
Da mesma forma, algumas Comunidades Indígenas de Mato Grosso do Sul, com mais ênfase na etnia Terena, quando do processo eleitoral em suas Aldeias, elegem através do voto seus caciques, geralmente jovens, entretanto são eleitos também os Conselheiros, que são anciões que orientam os Caciques mais jovens na tomada de decisão de assuntos importantes para a comunidade.
2)  Conhecimento Científico
É a informação e o saber que parte do princípio das análises dos fatos reais e cientificamente comprovados. Para ser reconhecido como conhecimento científico, este deve ser baseado em observações e experimentações que servem para atestar a veracidade ou a falsidade de determinada teoria. A base do conhecimento científico é a RAZÃO.
Um trabalho de pesquisa em que se expõe uma contextualização, em meu modesto entendimento, não deixa de ser considerado científico. Estes conceitos nos levam a compreender que para que seja iniciada uma pesquisa, deve haver obrigatoriamente uma dúvida ou uma pergunta que venha a intrigar uma pessoa qualquer ou o pesquisador. São as dúvidas que você tem sobre determinado assunto ou tema, e que deseja responder com eficiência, eficácia e segurança, que levam a uma resposta que venha a solucionar o problema.
Em todas as pesquisas realizadas para cumprir com trabalhos acadêmicos nas universidades, as normas a serem seguidas devem obrigatoriamente ser da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como por exemplo ao desenvolvermos o Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação (TCC), ou para cumprir os requisitos de cursos de Pós-Graduação a nível de Especialização, Mestrado (Dissertação) e Doutorado (Tese).
Cabe frisar que nos casos citados, a metodologia para execução dos trabalhos são as referidas normas da ABNT, modificando-se tão somente a profundidade da pesquisa e, consequentemente, a quantidade de leitura bibliográfica, entrevistas, explorações e até mesmo da vivência com o tema escolhido. Por conta disso, a Inspetoria Litúrgica de Mato Grosso do Sul dos Corpos Filosóficos e a Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul (AMLMS) nos solicitaram para elaborar uma metodologia que viesse a contribuir e a facilitar aos irmãos para elaborar trabalhos de pesquisas maçônicos. Prontamente atendemos, e foi assim que em 2016 elaboramos a METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS DE PESQUISAS MAÇÔNICOS DO GRAU 1 AO 33, lembrando que para isso fizemos uso de parte das normas da ABNT e de nossa experiência de loja maçônica (36 anos).
Essa metodologia já foi apresentada em lojas filosóficas da Delegacia B e em diversas lojas simbólicas do Grande Oriente de Mato Grosso do Sul (GOMS) e da Grande Loja Estadual de Mato Grosso do Sul (GLEMS), sendo que em todas as apresentações o sentimento de que o trabalho ficou no agrado dos irmãos está sendo nossa maior satisfação e alegria.
Não poderia deixar de citar os tipos mais usuais de pesquisa:
• Qualitativa
É aquela que dispõe de um método de investigação que foca no caráter subjetivo do objeto analisado, estudando suas particularidades e experiências individuais. Muito utilizada em pesquisas bibliográficas ou participativas.
• Quantitativa
É aquela que dispõe de um método de investigação que utiliza diferentes técnicas estatísticas para quantificar opiniões e informações para um determinado estudo. Muito utilizada em pesquisas de opiniões.
Explicitando um pouco mais da pesquisa bibliográfica, podemos asseverar que tem por objetivo reunir as informações e dados que servirão de base para a construção da investigação proposta a partir de um determinado problema ou dúvida.
O 1º passo será escolher o FOCO do estudo a ser desenvolvido.
O 2º passo será escolher o TEMA ou TÍTULO do trabalho.
O 3º passo é elaborar a INTRODUÇÃO, especificando COMO será desenvolvido o trabalho.
O 4º passo é elaborar a JUSTIFICATIVA, especificando o PORQUÊ do trabalho.
O 5º passo será a CONTEXTUALIZAÇÃO, ou seja, a pesquisa em si, utilizando os dados especificados no COMO da INTRODUÇÃO.
O 6º passo será o da CONCLUSÃO, onde deverá haver no último parágrafo o entendimento pessoal do pesquisador a respeito do TEMA ou do TÍTULO desenvolvido.
O 7º e último passo será a descrição da BIBLIOGRAFIA utilizada.
Não se esquecendo de que após a escolha do FOCO e do TEMA/TÍTULO do trabalho, a pesquisa bibliográfica deve se limitar ao tema escolhido pelo pesquisador, servindo como modo de se aprofundar no assunto (contextualização), sem desviar do mesmo. Assim, além de traçar um histórico sobre o objeto de estudo, a pesquisa bibliográfica também ajuda a identificar contradições e respostas anteriormente encontradas sobre as perguntas ou dúvidas formuladas (que na ABNT são chamadas de hipóteses). Para quem quiser se aprofundar em pesquisas, recomendo um livro que facilita significativamente o entendimento de pesquisa e, de forma simples e objetiva, clareia a forma de desenvolvê-la. Trata-se da obra “Como elaborar projetos de pesquisa”, do autor Antônio Carlos Gil.
Finalizo este artigo apresentando a Pirâmide do Conhecimento de William Glasser, que nos mostra de forma clara a importância dos estudos e das pesquisas. Esta pirâmide revela como é importante quando as pessoas realizam e produzem trabalhos visando repassar aos outros aquilo que foi pesquisado, pois na verdade quem mais aprende é o próprio pesquisador. Temos que nos apossar da humildade e buscar os conhecimentos.
Humildade, palavra mágica que me faz lembrar a senhora Antônia Herrero Fernandes, minha querida e amada mãe, que se encontra no Oriente Eterno. Ela dizia: “Filho, seja sempre humilde, pois humildade e chá de erva-cidreira não fazem mal a ninguém”. Dona Antônia, como era conhecida, morreu aos 96 anos de idade analfabeta, porque não teve oportunidade de estudar, mas Pós-Doutora em conhecimentos empíricos (senso comum). Que o GADU a tenha ao seu lado.
Se quiserdes deixar na vida algo de bom para seus filhos e filhas, esqueça bens como imóveis, terras e dinheiro, deixe conhecimentos. A escola propicia ensino e aprendizagem, ou seja, os conhecimentos, e nossa própria casa propicia a educação.

José Resina Fernandes Júnior
Cadeira 25 da AMLMS

Engenheiro Agrônomo, Administrador de Empresas, Professor Universitário, Especialista em Administração de Empresas Agrárias e Agroindustriais e em Ensino a Distância, Mestre em Educação e em Desenvolvimento Local e Planificação Territorial, Doutor em Desenvolvimento Local e Planificação Territorial, Membro Emérito da Loja Simbólica União e Fraternidade VI nº 6, Delegado da Delegacia B do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, Relações Públicas da AMLMS na gestão 2018.

Por JOSÉ RESINA FERNANDES JÚNIOR

UMA CONQUISTA CENTENÁRIA

Embalado pelo artigo da semana passada, Um Século de História, acabei encontrando um fato marcante acontecido em 1918, exatamente no dia 27 de setembro, quando uma mulher extraordinária, Maria José de Castro Rebello Mendes, afrontando o “status quo” da época se insurgiu contra uma proibição não escrita nem legal, mas consentida por todos, a de que a mulher não poderia ingressar na carreira pública.
Atraída pela remuneração prevista num edital de concurso do Itamaraty e tendo uma formação que fundamentava sua pretensão, corajosamente requereu sua inscrição. Seu pedido, inusitado, ao ser aceito pelo então Ministro das Relações Exteriores, Nilo Peçanha, suscitou um explosivo debate sobre o espaço da mulher na administração pública federal, dividindo a opinião pública, com acalorados debates entre intelectuais e personalidades, merecendo inclusive amplos espaços na imprensa da época, com artigos no “Jornal do Brasil” e em “A Noite”, e com chamada na primeira página do jornal “Última Hora”: “Podem as mulheres ocupar cargos públicos?”. O fato secular mereceu também menção em uma reportagem do Globo, de 27 de setembro último.
Nilo Peçanha, que havia sido presidente da República em 1909 – devido ao falecimento de Afonso Pena, de quem era vice-presidente, tornou-se depois senador e presidente da província do Rio de Janeiro, cargo ao qual renunciou para assumir o Ministério das Relações Exteriores (1918). Não querendo assumir sozinho a responsabilidade de inscrição do pedido de Maria José, buscou um parecer do então consultor jurídico do Itamaraty, Clóvis Bevilacqua, que afirmou que não havia na lei o impedimento para o acesso de mulheres ao serviço público administrativo. Na sua decisão pesou também a recomendação do jurista baiano Ruy Barbosa, que conhecia a família da jovem, que também era baiana. Como se vê, políticos do mais elevado quilate fizeram parte dessa decisão histórica.
O detalhe mais importante desse fato, sem dúvida, era a competência de Maria José. Diz O Globo, em sua matéria: "Se havia controvérsia sobre a pertinência da autorização dada à jovem, não restou dúvida quanto à sua capacidade e cultura. A imprensa cobriu a realização das provas orais do concurso, em que Maria José sagrou-se com a maior nota média. Por sete dias, ela passou por exames de caligrafia, datilografia, inglês, alemão, francês, italiano, história, geografia, álgebra, aritmética e vários ramos do Direito. Registro elogioso do jornal “A Noite” dizia que ela havia “assombrado” nos testes de idiomas e “sabia direito internacional para ensinar a muito bacharel”.
Nilo Peçanha, ao autorizar a inscrição no concurso, afirmou: "Melhor seria, certamente, para o seu prestígio que continuasse à direção do lar, tão são os desenganos da vida pública, mas não há como recusar sua aspiração", segundo a reportagem. Do anonimato de sua vida, de repente Maria José se viu elevada a símbolo de conquista do direito das mulheres, pelo espaço que alcançou e por seu mérito pessoal. A sua luta por direitos iguais estava mais no modo de agir e de pensar e menos na militância ostensiva. Sem ter o feminismo como bandeira, mas encarnando-o por meio de atitudes concretas na busca por espaço na sociedade machista de então.
De certa forma, Maria José acabou também seguindo o comentário de Nilo Peçanha, porque casou-se com Henrique Pinheiro de Vasconcellos, seu colega no Itamaraty, de cujo matrimônio nasceram cinco filhos: Myrian, Yara, Yolanda, Acir e Guy, dos quais três ainda estão vivos. Assim, ela atuou de forma significativa nas duas bandas: profissional e familiar.


 

Por Heitor Rodrigues Freire (Corretor de imóveis e advogado)

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Segundo os teóricos da democracia, um debate livre e aberto resulta geralmente na que seja considerada a melhor opção, e tem mais probabilidades de evitar erros graves. A democracia depende de uma sociedade civil educada e bem informada, cujo acesso à informação lhe permite participar tão plenamente quanto possível na vida pública da sua sociedade, e criticar funcionários do governo ou políticas insensatas e tirânicas. Os cidadãos e seus representantes eleitos reconhecem que a democracia depende do acesso mais amplo possível a ideias, dados e opiniões não sujeitos à censura.
Para um povo governar a si mesmo, deve ser livre para se exprimir – aberta, pública e repetidamente sob qualquer forma, seja ela oral ou escrita. O princípio da liberdade de expressão deve ser protegido pela Constituição de uma democracia, impedindo os ramos Legislativo e Executivo do governo de impor a censura. Os protestos servem para testar qualquer democracia – assim o direito à reunião pacífica é essencial, e desempenha um papel fundamental na facilitação do uso da liberdade de expressão. Uma sociedade civil permite o debate vigoroso entre os que estão em profundo desacordo.
A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não é absoluto, e não pode ser usado para justificar a violência, a difamação, a calúnia, a subversão, atos que infringem leis e causam prejuízos a terceiros. As democracias consolidadas geralmente requerem um alto grau de ameaça para justificar a proibição da liberdade de expressão que possa incitar a violência, a calúnia à reputação de outros, a tentativa de derrubar um governo constitucional ou a promoção de comportamento licencioso. A maioria das democracias também proíbe a expressão que incita o ódio racial ou étnico.
A liberdade de expressão, sobretudo sobre política e questões públicas, é o suporte vital de qualquer democracia. Os governos democráticos não controlam o conteúdo da maior parte dos discursos escritos ou verbais. Assim, geralmente as democracias têm muitas vozes exprimindo ideias e opiniões diferentes e até contrárias. Como diz o conhecido dito de autor desconhecido: "Grandes mentes discutem ideias e ideais; mentes medianas discutem fatos; mentes pequenas discutem pessoas". Continuamos o nosso combate na defesa da liberdade de expressão, para a busca do crescimento de nossa sociedade.

Por ANTONIO FELÍCIO NETTO

UM HERÓI CHEGA AO TEMPO DO REI SALOMÃO

Mestre Maçom, Militar a excelência da palavra, exemplo de homem simples, sério, leal, honesto, descendente do imortal Marechal Antônio Maria Coelho, comandante da retomada de Corumbá na guerra com o Paraguai. Quanto orgulho para seus familiares e amigos, principalmente os maçons, de conviver com esta figura ilustre. Eu tive o privilégio de provar de sua amizade, tanto no Quartel 17º BC como na Loja Estrela do Oriente, quando era jurisdicionada ao GOB, e também era Seletiano, fazia parte do Quadro da SSCH.
Tenho certeza em afirmar que lá bem no cantinho do Panteão dos heróis, terá um banquinho reservado a este homem exemplar, homem livre e de bons costumes. Enquanto nós aqui choramos a sua partida, lá na Loja Celestial, anjos e querubins o recebem com um coro celestial. Descanse em paz SATIRÃO, um dia, não sei quando, nos encontraremos numa dessas esquinas da vida eterna. Que o pó volte à terra e o espírito a Deus que o deu.

Por CID ANTUNES DA COSTA

O SALVAMENTO DO CAPITÃO DO NAVIO GREGO DO NAVIO GREGO

Rubens Marques dos Santos² é uma dessas pessoas que olhando para ela percebe-se tranquilidade. É difícil imaginá-lo como militar, cuja postura tradicional transmite um certo ar de arrogância. Mais difícil ainda é vê-lo como participante de uma tropa especial, aguerrida e destinada às maiores aventuras, quer no ar, no mar, na montanha, na caatinga ou na selva, como é o caso do PARA-SAR. O Doc (de doutor em inglês), apelido do tenente-coronel médico SANTOS na Aeronáutica, percorreu todo o Brasil em missões anônimas de salvamento, tarefa que escolheu voluntariamente, levado, quem sabe, pelo seu espírito nato de servir ao próximo. 
As peripécias que viveu como componente da Esquadrilha de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira – PARA-SAR são muitas, porém neste artigo vou fazer uma pequena narrativa de uma das epopeias que viveu. Um navio grego estava no litoral, e tinha seu comandante passando muito mal. A embarcação saíra de Buenos Aires e se dirigia à África quando, perto da costa brasileira, o comandante passou a sentir-se muito mal e eles pediram socorro ao Ministério da Aeronáutica, através do Serviço de Busca e Salvamento. Foi pedido que o navio se aproximasse o mais possível da costa, litoral do Rio de Janeiro, que um avião Albatroz iria em seu socorro. Doc (Santos) embarcou no avião sem nenhum instrumental cirúrgico, fardado, com uma roupa paisana por baixo.
Depois de algum tempo de voo o navio foi localizado, um ponto no oceano, e Doc com paraquedas de emergência e um bote salva-vidas de borracha para uma pessoa saltou no mar. Caiu bem perto do navio, inflou o bote e espalhou "espanta tubarão" nas proximidades. A embarcação fez uma longa curva e depois de uma hora e dez minutos foi descido um escaler, Doc subiu no navio e verificou que o comandante estava muito mal e precisava ser evacuado, pois sofria de uma úlcera que tinha sofrido um estreitamento e vomitava muito, estando mesmo em estado crítico.
O Albatroz foi substituído por um helicóptero, o navio aproou em direção ao vento e foi feito o resgate em uma cestinha, primeiro o paciente depois Doc. Uma operação bonita, mas que não teve nenhum envolvimento com cirurgia, porque não se poderia operar sem recursos cirúrgicos e ambiente adequado. A imprensa chegou a publicar que Doc teria operado o comandante, o que de fato não aconteceu, mas foi uma operação que ficou marcada na Força Aérea Brasileira (FAB) por ter sido um salto de paraquedas em pleno mar, com resgate por helicóptero. O nome do Doc passou a circular na FAB por ter realizado algo inédito, ele porém, na sua modéstia, encarou o fato como um episódio comum na vida de qualquer militar do PARA-SAR.

Por Carlos Frederico Corrêa da Costa¹ - ¹ Doutor em História Social pela USP-SP, professor aposentado da UFMS, membro da Academia Maçônica de Letras do Mato Grosso do Sul - Cadeira 06. ² Tenente-Coronel Médico Reformado da FAB, professor Aposentado da UFMS, ex-Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul, membro fundador da Academia Maçônica de Letras do Mato Grosso do Sul.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DA AMLMS

Diante da crise em que se encontra o Brasil e, consequentemente, todas as instituições, graças ao Grande Arquiteto do Universo, nossa Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul – AMLMS – está em equilíbrio, podendo, assim, honrar com os seus compromissos.
Com muita maestria, a gestão administrativa anterior, sob a presidência do Irmão Temístocles Minervini, com a competência do seu tesoureiro, administrou nossa Academia de forma integrada com todas as comissões; usou daquela estratégia e técnica bastante conhecida, pautando sempre de forma equilibrada; sempre orientado pelos recursos e movimentação do caixa, isto é, não gastando mais do que se arrecada.
Desde quando tomamos posse, dentro deste mesmo princípio, a gestão atual –“Viver com alegria pelo prazer de servir” – segue a mesma estratégia e técnica, isto é, orientada por resultados; atendendo às demandas com consciência dos fatos; obedecendo às tendências e a  liderança dos mais experientes; com execução de projetos em andamento; com monitoramento e pactuação de resultados, competências desenvolvidas e mobilizadas, sempre acompanhando as inovações integradas com os recursos financeiros previsíveis e disponíveis.
“A administração financeira, hoje conhecida como gestão financeira, é uma ferramenta ou técnica utilizada para controlar de forma eficaz a concessão de crédito para clientes, planejamento, análise de investimentos e de meios viáveis para a obtenção de recursos para financiar operações e atividades da empresa, visando sempre o desenvolvimento, evitando gastos desnecessários, desperdícios, observando os melhores “caminhos” para a condução financeira da empresa” (MORAIS, 2010, p. 33).
Mesmo sabendo das perplexidades, com o mercado financeiro cada vez mais competitivo, onde as empresas e, no caso a nossa instituição, está inserida de maneira peculiar, o gestor financeiro tem um papel cada vez mais importante dentro de uma empresa ou instituição, principalmente empresa ou instituição de pequeno e médio porte. Partindo dessa premissa, dividimos aqui a gestão financeira em duas vertentes: gestão operacional e gestão estratégica. Entende-se gestão como processos administrativos que influenciarão no controle, decisão e execução de qualquer trabalho ou tarefa. A gestão operacional resume-se ao controle das movimentações monetárias realizadas pela nossa instituição, a entrada e saída de recursos. Sendo assim, todo o departamento financeiro da nossa Academia pode ser dividido em células. As contas a pagar e as a receber, por exemplo, são partes do departamento financeiro.
Já a gestão estratégica, como relatamos acima, é a junção de todas as informações levantadas pelas “células” com a finalidade de transformar dados em ação, ou seja, de analisar os números que a nossa Academia apresenta com critérios voltados para o desempenho desejado. É fundamental o entendimento desta divisão da gestão financeira, uma vez que, uma empresa, por exemplo, pode ter todo o seu departamento financeiro bem estruturado, com as funções claras, mas não conseguir reverter essa condição em estratégia. As empresas não têm uma visão muito clara da importância do departamento financeiro para o sucesso da empresa.
“Para controlar a circulação dos recursos nas contas em banco, a empresa necessitará do extrato fornecido pelo banco, para conferir com sua movimentação e verificar se os débitos e os créditos realizados pelo banco são os corretos e que se o saldo final confere” (SANVICENTE, 1980, p. 125).
Pelo exposto, iremos continuar trabalhando seguindo o mesmo caminho, bem como atendendo e respeitando nosso regimento interno, apresentando balanço geral das contas, ao final do exercício financeiro e ao término do mandato administrativo da Diretoria. Iremos continuar nos responsabilizando pela arrecadação, recebimentos, controle e aplicação dos recursos financeiros da Academia. Colaborar na elaboração da proposta Orçamentária da Academia, desde que solicitado pelo presidente. Iremos continuar administrando o nosso patrimônio, que se constitui de bens móveis, imóveis e financeiros, oriundos de doações e de contribuições de sócios, de terceiros e/ou de instituições maçônicas.
A nossa Academia estará completando dezenove anos de intensa atividade, o que depreende afirmar ser ela uma Instituição organizada, eficiente e eficaz. 

Por Valdecir Martins

BIBLIOTECA DA AMLMS

Em resposta aos apelos de grande maioria dos acadêmicos, a AMLMS possui em andamento um projeto de constituição de sua BIBLIOTECA FÍSICA e VIRTUAL, intitulado de BIBLIOLHAR.
Nesse empreendimento, os trabalhos estão afetos aos acadêmicos JOÃO BAPTISTA MACIEL MONTEIRO NETO, JOÃO PEDRO SANTANA PEREIRA e TEMÍSTOCLES DE FIGUEIREDO SERRA MINERVINI, que, através de percepção cuidadosa e esmerado zelo, estão consolidando o ideal proposto.
Seguindo os parâmetros estatutários de “difundir, cultuar e cultivar a cultura e as letras maçônicas”, será aberto aos confrades, aos pesquisadores, aos estudiosos e aos demais maçons interessados, todo material colhido e selecionado.
Em breve estará concluída a estrutura de suporte, em local apropriado na sede da Instituição, necessitando no momento de ajustes na área de informática.
O público-alvo a ser atendido segue uma ordem: acadêmicos e maçons - considerando-se um acesso restrito exclusivo para os primeiros e outro para a segunda faixa.
Solucionados os entraves, o acervo será disponibilizado aos usuários mediante cadastro e senha, para consultas “online” pela Internet, obedecidos os critérios dispostos em normas específicas.
É importante ressaltar que o acervo já existente e formado por obras dos acadêmicos e de renomados autores nacionais e internacionais, revistas e jornais, devidamente catalogados e mais conhecidos como BIBLIOTECA FÍSICA e BIBLIOTECA VIRTUAL, já está ao alcance dos usuários acadêmicos devido ao acesso fornecido, para consultas e leituras presenciais às terças e quintas-feiras à tarde, na sede da AMLMS, no horário de expediente (entre 15 e 17 horas), bastando agendamento da visita pelo telefone (67) 3026-5646 ou pelo e-mail amlmscg@gmail.com – ressalvando-se que a obra não poderá ser retirada por empréstimo em nenhuma hipótese, por constituir patrimônio da Instituição.
Numa segunda etapa, estes benefícios serão estendidos aos maçons integrantes dos Quadros de Obreiros das Lojas jurisdicionadas às três Obediências Maçônicas fundadoras, quando da solicitação de cadastro, conforme orientações a serem publicadas em seus Boletins Oficiais.
Concluindo, se o maçom pretende aumentar seus conhecimentos ou simplesmente respaldar uma peça de arquitetura maçônica com literatura confiável e do mais elevado nível, no acervo se inclui a formatação informativa com os passos a seguir para a correta elaboração do seu trabalho, para apresentação no tempo de estudos das Lojas ou para aumento de salário.

Por TEMÍSTOCLES DE FIGUEIREDO SERRA MINERVINI

DAS COISAS

‘‘A palavra 'coisa' é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades’’.

Não conheço nenhum termo mais abrangente, mais universal e que designe tantos fatos, objetos reais ou abstratos, do que coisa. Coisa é tudo o que existe ou pode ter existência. É tudo o que não pode ser particularizado pelo nome.
Quando Deus criou Adão, deu-lhe competência para dar nome a tudo e a todos. “Então Deus formou do solo todas as feras e todas as aves do céu. E as apresentou ao homem para ver com que nome ele as chamaria: cada ser levaria o nome que o homem lhe desse” (Gn 2:19). E Adão deu nome a tudo. NOME. De onde saiu então coisa? Acredito que saiu da impossibilidade de identificar determinadas situações ou objetos e também da preguiça mental do ser humano.
Coisa é tudo o que existe ou que pode ter existência. O que pode ser alvo de apropriação: ele possui poucas coisas. O que ocorre; acontecimento: o curso natural das coisas. O que é real em oposição ao que é abstrato: quero coisas e não promessas. Pode ser chamado também de negócio, troço. É ainda o que caracteriza um fato, evento, circunstância, pessoa, condição ou estado: essa chatice é coisa sua? O assunto em questão; matéria: não me fale dessas coisas! Viemos aqui tratar de coisas relevantes. Pode ser também indisposição pessoal; mal-estar inesperado; ataque: estava bem, de repente me deu uma coisa e passei mal...
Enfim, a universalidade do termo torna coisa um componente permanente em nossas vidas e em nosso vocabulário do dia a dia.
A respeito deste tema, recebi uma mensagem da Condessa do Rio Apa, Vera Tylde de Castro Pinto, de autor desconhecido, mas que com muita criatividade e inteligência discorre sobre o assunto. Transcrevo algumas partes:
“A palavra 'coisa' é um bombril do idioma.
Tem mil e uma utilidades’’.
É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma ideia. 
Já em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem (menos o trem, que lá é chamado de 'coisa'). A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a 'coisa'!".
E no Rio de Janeiro? 
"Olha que 'coisa' mais linda, mais cheia de graça..."
A garota de Ipanema era coisa de fechar o trânsito!
"Mas se ela voltar, se ela voltar, que 'coisa' linda, que 'coisa' louca."
Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
Coisa também não tem tamanho.
Na boca dos exagerados, 'coisa nenhuma' vira um monte de coisas...
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar.
Uma coisa de cada vez, é claro, afinal, uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa.
E tal e coisa, e coisa e tal.
A coisa pública não funciona no Brasil. Político, quando está na oposição, é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura.
Quando elege seu candidato de confiança, o eleitor pensa: Agora a coisa vai...
Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma.
Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para serem usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas?
Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas.
Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria 'y otras cositas más'.
Mas, deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte, ou coisa parecida... 
Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento:
"AMARÁS A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS DO CÉU E DA TERRA."
Quer dizer que no céu também tem a coisa.
Entendeu o espírito da coisa?

Por Heitor Rodrigues Freire (Corretor de imóveis e advogado)

METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS DE PESQUISAS MAÇÔNICOS DO GRAU 1 AO 33

Com o intuito de fazer uso de parte da Metodologia Científica estabelecida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, adicionando-se às práticas maçônicas por nós conhecidas, foi proposta pelo Grande Inspetor Litúrgico, Ir,´. Merlison Pedrozo Figueiredo, em 2014, com o apoio da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul, a elaboração de uma metodologia que viesse a facilitar a elaboração de trabalhos maçônicos, bem como sua apresentação e, também, que fosse de fácil entendimento para os ouvintes.
Foi assim que pensamos, inicialmente, em um trabalho voltado para os irmãos dos corpos filosóficos, na expectativa de apresentação do referido trabalho nas Delegacias que fazem parte da Inspetoria Litúrgica de Mato Grosso do Sul.
Feito o trabalho, resolveu-se estendê-lo aos irmãos dos corpos simbólicos, pois, assim, teríamos a possibilidade de uma divulgação maior da Inspetoria Litúrgica, bem como suprir, eventualmente, as deficiências existentes por alguns irmãos quando da elaboração e apresentação de peças de arquitetura.
Incluindo a primeira etapa de montagem da metodologia, voltada para os irmãos dos corpos filosóficos, somada a etapa voltada para os corpos simbólicos, com as adaptações necessárias e no grau 1, demandamos, aproximadamente, dois anos para o aperfeiçoamento da “Metodologia para a elaboração de trabalhos de pesquisas maçônicas, do Grau 1 ao 33”.
Apresentado, inicialmente, na Delegacia “B”, com a presença do Grande Inspetor Litúrgico, obteve a aprovação e uma repercussão positiva imediata por parte dos presentes.
Em sequência apresentamos nas seguintes lojas simbólicas:
Loja União e Fraternidade VI nº 6 (GOMS) – 12/02/16;
Loja Solidariedade nº27 (GOMS) – 01/03/16;
Loja Discípulos de Hiram nº18 (GOMS) – 09/03/16;
Loja Novo Tempo nº19 (GOMS) – 04/08/16;
Loja Nova Era nº8 (GLEMS) – 15/09/16;
Loja União e Fraternidade VI nº6 (GMS) – 03/03/17;
Loja Estrela do Sul nº3 (GLEMS) – 17/03017;
Loja Luz e Verdade nº14 (GOMS) e Loja Discípulo de Hiram nº18 (GOMS) – 11/04/17;
Loja Oriente Maracaju nº1 (GLMMS), Loja Egrégora nº64 (GLMMS) e Loja Ordem e Progresso nº44 Ribas do Rio Pardo (GLEMS) – 20/04/17;
Loja Colunas da Lei nº55 (GLMMS) – 18/05/17;
Loja Força e Vontade nº68 (GLEMS) – 16/02/18;
Loja Acácia do Sul nº7 (GOMS) – 22/03/2018.
A metodologia é simples e possui sequência lógica de forma que, inicialmente, se determine o FOCO do trabalho (1º passo). A seguir se determina o TEMA ou TÍTULO (2º passo), depois a elaboração da INTRODUÇÃO (3º passo), na qual será detalhado o COMO será desenvolvido o trabalho.
Em sequência, deve-se explanar a JUSTIFICATIVA (4º passo), onde será especificado o PORQUÊ do trabalho.
O 5º passo, nos remete à CONTEXTUALIZAÇÃO, onde será desenvolvida a pesquisa em si, fazendo uso das fontes de pesquisas relacionadas na INTRODUÇÃO.
A seguir, o 6º passo será a CONCLUSÃO do trabalho e, utilizando-se das informações enumeradas na CONTEXTUALIZAÇÃO, elaborar uma conclusão, de forma que, no último parágrafo, deve-se haver uma exposição pessoal sobre o tema pesquisado.
Finalmente, o 7º e último passo será a transcrição da BIBLIOGRAFIA consultada, por ordem alfabética, para que o leitor, ao desejar consultar uma fonte, possa saber com segurança onde encontrá-la.
Eis o RESUMO da Metodologia para elaboração de trabalhos de pesquisas maçônicas do Grau 1 ao 33:
1º Passo: Escolha do foco do trabalho;
2º Passo: Definição do tema ou título;    
3ºPasso: Introdução (o como, a forma de pesquisa a ser usada);
4º Passo: Justificativa (o porquê do trabalho);
5º Passo: Contextualização (a pesquisa em si);
6ºPasso: Conclusão (último parágrafo, 
expressão pessoal);
7ºPasso: Bibliografia (relacionar as fontes por ordem alfabética) .
 
JOSÉ RESINA FERNANDES JÚNIOR: Agrônomo, Administrador de Empresas, Servidor Público Federal, Professor Universitário, Mestre em Educação, Mestre em Desenvolvimento Local e Territorial, Doutor em Desenvolvimento Local e Planificação Territorial; Membro Efetivo da Academia Maçônica de Letras de MS - cadeira 25; Delegado da Delegacia “B” do Supremo Conselho Região de Mato Grosso do Sul e Relações Públicas da Academia Maçônica de Letras de MS.

Por JOSÉ RESINA FERNANDES JÚNIOR

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